sábado, 2 de outubro de 2010

A estética do Cangaço : vestuário de Lampião



Há 100 anos nascia Lampião, o "rei do cangaço". Esse "rei" assaltou, seqüestrou, torturou, assassinou. E foi assim, como um sádico fora-da-lei, que ele se tornou um ídolo popular. Por trás de sua face bárbara, o cangaceiro Lampião escondia um sensível dândi, devotado às questões estéticas e culturais de seu tempo (início do século) e espaço (agreste nordestino).

1. Chapéu - inspirado no modelo francês adotado pelo imperador Napoleão Bonaparte, de quem Lampião leu a biografia.
2. Lenços - de tafetá francês ou seda pura inglesa; geralmente estampados e coloridos, quebravam a monotonia do tom ocre da roupa.
3. Brincos - ao contrário de outros sertanejos, os cangaceiros usavam brincos e outras jóias.
4. Casaco - desenhado e costurado em algodão ou couro por Lampião, que carregava uma máquina de costura Singer para todos os seus acampamentos; tem também inspirações medievais.
5. Perfume - os cangaceiros costumavam ser reconhecidos pelo cheiro excessivo de perfume, inclusive pelas volantes; Lampião preferia o "Fleur d'Amour", considerado um dos melhores perfumes franceses entre os anos 20 e 40.
6. Calça - o modelo mais usado era com culote e cintura bem alta; usavam até três no inverno devido ao frio à noite.
7. Cabelo - longo. Lampião deixou de cortar os cabelos como promessa, após a morte do irmão, sendo seguido pelos outros cangaceiros; às vezes, eles penduravam anéis no cabelo, depois de lotados todos os dedos das mãos.
8. Arma - como outros adereços, era cravejada de moedas de ouro, influência da marchetaria árabe no sertão nordestino; segundo o historiador Gilberto Freyre, os árabes são uma "eminência parda" na cultura nordestina.
9. Alpargatas - enfeitadas com desenhos costurados; tinham uma lingueta para proteger os dedos
10. Saia - sempre acima do joelho, desrespeitando a convenção da saia rendada até o tornozelo.
11. Anéis - mulheres e homens usavam até três anéis por dedo.
12. Alpargatas - desenhadas e confeccionadas em couro por Dadá, mulher de Corisco, estilista do grupo.
13. Colares - também usados em abundância.

Aqui Da série: Nossos bandidos...
Site Oficial Lampião

Fonte: iar.unicamp. 1997

terça-feira, 27 de julho de 2010

Livro: As imagens que invadem as salas de aula


A obra discute sobre como o universo visual, ou seja, fotografias, filmes, propagandas, revistas, entre outros, produz o modo como crianças e adultos enxergam e atribuem valores e significados imagéticos e como construímos nossas representações sobre nós e sobre os infantis, através dos artefatos manuais que se fazem presentes todos os dias em nossa vida.

Além disso, a autora Luciana Borre Nunes traz experiências vividas na prática, fundamentadas nos estudos de cultura visual, realizadas com crianças nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O registro no ensino da arte


O registro no ensino da arte
Juliana Carnascialli


É através da linguagem que o homem resgata o mundo externo no seu universo interno. A ação de registrar tem por objetivo exercitar diferentes possibilidades de marcar a aprendizagem a partir da criação, ato revelador



A partir de cursos realizados em 2003 no Espaço Pedagógico, fundado por Madalena Freire, muitos mergulhos em encontros sobre arte-educação, sobre ser um professor pesquisador, mediados por Gisa Picosque, educadora, assessora e curadora de arte, despertaram meu apaixonado olhar pedagógico. Fizeram com que eu ampliasse o trabalho de registro, que já era prática em sala de aula, de modo que se tornasse mais significativo para os alunos como uma prática e um momento de avaliar, um desvelar para revelar processos deixando marcas. Algo sem o que, depois de um tempo, muitos alunos não conseguiriam viver sem, já que deixar marca é identificar, é fazer parte.

Meu objetivo foi fazer com que o registro ficasse inerente à criança e sua construção de conhecimento de forma criativa e prazerosa, colaborando com a possibilidade de desenvolvimento de capacidades perceptivas e cognitivas, com a leitura de mundo a partir da leitura de ações presentes e com a expansão da capacidade criativa de cada um. O ligar, relacionar, sugerir, modificar, inferir.

Desta forma, "seduzi" aos poucos as crianças com o universo do "deixar marcas". Quando menos percebi, estava sendo cobrada: "Professora, hoje não tem registro? Fiz meu registro, você pode ver? Posso mostrar meu registro para a classe? Não consegui fazer o que foi sugerido, mas escrevi, quer ver?", e assim por diante. Muitas vezes, uma aula programada transformou-se, de modo positivo, em aula de registro, um meio construtivo de ensinar-aprender, um modo de rever conhecimentos construídos, podendo construir conhecimentos novos, quando os grupos de alunos apresentavam sua forma de olhar sobre acontecimentos das aulas e atividades.

Este especial trabalho com a ação de registrar tem por objetivo exercitar diferentes possibilidades de marcar a aprendizagem a partir da criação, ato revelador. Para que sejam percebidas as suas possibilidades, caminhei através dos tempos, pela citação sugestiva de um exemplo prático, fruto de linguagem que constituiu e constitui cultura, e que foi trabalhado no ano de 2004 com alunos de 4a série do ensino fundamental. O exemplo prático: Pablo Picasso, artista espanhol considerado um dos mais importantes do século XX por sua capacidade inventiva e expansiva de registro dentro e fora, para si e para o mundo, em especial, por sua capacidade de olhar, um mover-mutar o olhar.

Com as crianças, mover-mutar o olhar foi deslocar a pessoa aluno no tempo-espaço, linkando o ontem ao hoje, e provocá-las a olhar-pensar, a descobrir Picasso e o porquê da importância de sua trajetória a partir da ação. De que forma? Utilizando a ferramenta-coração deste texto: o registro expandido.

Tudo isso porque é através da linguagem que o homem resgata o mundo externo no seu universo interno. E apresentar estas possibilidades de registro aos leitores é oferecer a seus olhos diversidade, caminhos de reflexão, é exaltar a importância da linguagem artística, que se utiliza dos símbolos, para a construção de uma cultura que pode ser memória de mundo. Buscar caminhos criativos para registrar pode ampliar horizontes, teias de informação. Para isso, os passos são: olhar, sentir, refletir, registrar, chegar mais perto, deixar um rastro, fazer uma história, acontecer, tecer... Sempre por diferentes olhares.

Para exercitar este caminho sugerido, estimulei os alunos a olhar de modos diferentes o universo de Picasso. Proporcionei a eles uma imersão em imagens e histórias, capturadas por eles mesmos sobre a vida e obra do artista, com o intuíto de mapeá-lo. Ou seja, realizar um mapa de percurso que imprimisse sentido à condição de artista provocador, bem como mostrar sua importância no contexto do mundo no século XX e depois.

Em grupos, os alunos puderam coletar tudo o que consideravam essencial existir de modo prático para o mapeamento do artista. Talvez você esteja pensando: "Mas como ela fez isso com alunos de 10 anos? Como eles compreenderam que um mapa poderia ser uma forma de registrar, de dar sentido? Como ela os provocou?

Parece difícil! E pode ser. Mas não é quando temos clareza do que queremos apontar. Logo, esclareço. Antes da montagem do mapa, foram realizadas atividades de nutrição estética - leitura de imagens - , discussões sobre o assunto, indagações sobre para que pode servir um mapa. Desta maneira, quando desafiei o grupo a usar as experiências vividas e as descobertas realizadas até o momento para descobrir mais e representá-las em forma de imagem de modo organizado, tive uma surpresa feliz com o que haviam selecionado de mais importante para caracterizar o artista estudado. Havia envolvimento e desejo de fazer-aprender, a busca da essência do artista para o registro. Com este processo deu-se a consciência, da matéria à idéia.

É interessante que no início do ano os alunos sejam convidados a deixar rastros, a ver de modos diferentes. E para fazer isso acontecer é necessário provocar. Uma sugestão de provocação pode ser a resignificação de objetos do cotidiano, por um mediador, no caso o professor. Estes itens terão o objetivo de entrar no universo da sala de aula de forma a virar objeto de desejo e curiosidade nos processos de aprendizagem. O desejo move. Já dizia Félix Guattari : "O desejo passa por cima e por baixo de todas as barreiras". O desejo tem a capacidade de fazer o indivíduo gerar deslocamentos, e estes proporcionam revelações.

No ano de 2005, como objeto de desejo em uma escola de Osasco (SP), foi inventado o Momento Óculos. Foi dito à classe que no final da aula eles receberiam um presente para o coletivo. Portanto, precisaria de cuidados especiais, todos poderiam levar para casa e utilizar, experimentar. Ao final da aula foi dado o presente: óculos de plástico com olhos impressos. Além de instigantes, curiosos e divertidos, eles transformam o indivíduo, que, quando os coloca no rosto, parece um outro alguém, com um diferente objetivo, um novo olhar. A missão para o aluno sorteado a passar uma semana experimentando os óculos era simples: ver coisas que nunca viu, ou ainda, olhar algo que sempre vê para descobrir detalhes nunca antes percebidos. Todos queriam levar os óculos e experimentar.

No retorno, o aluno experimentador expressa suas descobertas para a classe do modo que considerar mais coerente. Aqui temos o ritual da transposição, a representação, o colocar para fora o reflexo do que se percebeu nos espaços percorridos.

Para isso, exercícios de registro. A princípio, registro escrito, este que colabora no desenvolvimento de capacidades descritivas, críticas, criativas, organizacionais e expositivas, sugerindo percursos de auto-estima, desenvoltura, comunicação e identificação. Criação de histórias que imprimem qualidade à construção do conhecimento, a oportunidade do aluno se expressar e descobrir sentido na expressão, fato que modifica os processos de construção de conhecimento do indivíduo fazendo com que ele se dê oportunidades de aprender e inventar. Estabelecido este caminho, o educador pode inventar ainda mais, desafiar, propor registros múltiplos, como registro-desenho, registro-poesia, registro-receita, registro-mapa, registro-fragmento, registro-música, registro, registro, registro... Quanto mais criativos forem os desafios, maior é o desejo do aluno de fazer e trocar sua experiência.

Desta forma, professores de todas as áreas, a chave é instigar, seduzir, criar portas. Como diria Calos Drummond de Andrade: "Trouxeste chave?". Agora é com você, professor. Experimente!

Juliana Carnascialli é arte educadora, professora da Fundação Bradesco e assessora de práticas de ensino da Arte.
E-mail: j.carnasciali@ig.com.br


REFERÊNCIAS
GUATTARI, Félix - Mil Platôs - capitalismo e esquizofrenia - volume 1 . coleção Trans - editora 34 - SP p 1995
ANDRADE, Carlos Drumond de - www.opoema.libnet.com.br/carlosdrummond/carlosdrummond.htm

Fonte: Artigo originalmente publicado pela Revista Pátio Ano IX - Nº 34 - Avaliação Novos Desafios - Maio à Julho de 2005

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Expo:COLEÇÃO MAM-BA 50 ANOS DE ARTE BRASILEIRA


No próximo dia 18 de dezembro, às 20h, o Museu de Arte Moderna da Bahia abre a exposição Coleção MAM-BA 50 Anos de Arte Brasileira, com 86 obras de seu acervo que ilustram momentos chave da história da arte brasileira nos últimos 60 anos. A exposição ocupa todos os espaços expositivos do Solar do Unhão e se divide em quatro núcleos: Modernistas, Fotografia, Rubem Valentim e Contemporâneos. Uma Linha do Tempo, construída na Galeria Subsolo, contextualiza a história do acervo e do museu.
Com curadoria geral da diretora do MAM, Solange Farkas, a exposição é fruto de um intenso trabalho de pesquisa e restauro do acervo. Ela expande o projeto do livro MAM-BA (Coleção Museus/Instituto Cultural J. Safra, 2008), que dividia a coleção em recortes comentados por curadores: Contemporâneos (Cristana Tejo, da Fundação Joaquim Nabuco), Rubem Valentim (Emanoel Araújo, do Museu Afro Brasil), Fotografia (Rubens Fernandes, da Faap) e Modernistas (a crítica Aracy Amaral).
“A ideia não foi só inventariar o conjunto de obras de arte adquiridas e conservadas pela instituição, mas também compreender em profundidade suas riquezas e lacunas e, sobretudo, apontar caminhos para sua continuidade e expansão”, diz Solange Farkas, diretora e curadora do MAM-BA.
A exposição ficará em cartaz até 28 de março de 2010 e contará com uma intensa programação educativa. A data da abertura foi escolhida em função do Dia do Museólogo, comemorado em 18 de dezembro.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Arte Plumária : índios brasileiros





OBJETIVOS DESTE TRABALHO

Pesquisar sobre a produção plumária indígena brasileira, no âmbito ritualístico, tanto sobre a sua confecção, quanto para a que fim se destinam os adornos plumários.

A ARTE PLUMÁRIA
No Brasil, existem pelo menos 30 grupos indígenas que produzem adornos plumários. Alguns deles: Xavante, Waurá, Juruna, Kaiapó, Tukano, Urubus-Kaapor, Asurini, Karajá.
A arte plumária indígena possui um caráter ritualístico, em dois níveis:

1 - A confecção das peças (modo de fazer): é feita exclusivamente pelos homens, que obedecem a um ritual de caça, coleta, separação, tingimento, corte, amarração, etc.. da matéria-prima, afim de dar uma forma específica a ela.

2 - Finalidade (simbolismo):
. A arte plumária é uma forma de comunicação, de linguagem.Os grupos indígenas ornamentam o corpo em contraposição aos outros seres vivos (animais e outros grupos indígenas). Contrapondo-se os diferentes grupos indígenas cria-se um diferencial, tanto no aspecto interno da tribo quando no externo a estes grupos.
· Extrapolando o conceito de enfeite, a plumária é um símbolo usado em ritos e cerimônias. Pode representar mensagens sobre sexo, idade, filiação (clã), posição social, importância cerimonial, cargo político e grau de prestígio dos seus portadores e possuidores.
· O uso dos objetos plumários é privativo aos homens principalmente nos cerimoniais onde eles possuem um papel mais destacado que as mulheres.

ARTE PLUMÁRIA
Matéria prima + Domínio técnico + Senso estético( beleza ) desenvolvido

Matéria Prima
· Penas - são os maiores elementos da plumagem. Provenientes da cauda e das asas das aves.

· Plumas - cobertura das costas e do abdomen das aves. São menores, largas e arredondadas.

· Penugem - pequenas plumas do pescoço, das costas e do abdomen das aves. Possuem a sua estrutura descontínua.

TÉCNICAS

· Associação da plumagem com outros materiais - fibras vegetais, taquaras, madeiras e a procura da perfeita adequação de efeitos formais, decorativos e técnicos.· Os grupos indígenas possuem técnicas de transformação desta matéria-prima.
Cor
Alteram as cores das penas tingindo-as ou através de um técnica conhecida como Tapiragem, que consiste num processo em que a pena adquire a coloração amarelo-alaranjado. É feita da seguinte forma: os índios arrancam as penas verdes do papagaio e no local esfregam uma secreção leitosa da 'pequena rã'. Assim, as penas, ao crescerem novamente, adquirem a coloração desejada (Tribo Tukano- noroeste da Amazônia).
Forma
Os índios alteram a forma original das penas através de cortes que adquirem formas variadas:Serrilhadas bilateralmente nas bordas, em forma de cálice, espiraladas, retangulares ou triangulares e muitas vezes são apenas aparadas no ápice.
Fixação
Amarração: as penas são fixadas horizontalmente em cordéis com a ajuda de "amarrilhos" ou então amarradas pela base em torno de hastes, roletes e cordéis ou nas extremidades desses suportes. Fixam-se as penas entre si, à trama dos tecidos, às sementes e às unhas de animais.
Colagem: fixação de penas, plumas e penugens. É feita através de resinas sobre superfícies diversas: couro, uma pena maior, tecido trançado, folhas secas, líber, etc... Podem também ser coladas no próprio corpo, conseguindo assim alguns efeitos como: um mosaico de plumas, a emplumação em placa (colagens de peles emplumadas) e a emplumação arminhada (colagem de penugem branca de certas aves enquanto filhotes).
TRIBO DOS URUBUS-KAAPOR

· Uma das tribos mais evoluídas na arte de confecção de adornos plumários.
· Dado ao virtuosismo da execução, a delicadeza das formas e a variedade de tipos de penas e plumas utilizadas, os adornos plumários kaapor já foram definidos como "Jóia de penas".
· Adornos usados no ritual de nominação
Tembetá - ornitoforma, compõe-se de uma pena base de cauda de arara canga, que, na parte inferior, recebe uma incrustação de pele e respectivas plumas de tons azuis e negro. Em sentido diagonal, dispostos em maneira de asas, aparecem fios, destacados das penas mais longas ( da arara). Na parte superior do tembetá aparecem penas azuis em mosaico.
Colar - apito de cúbito de ave. Ladeado por feixes de penas caudais de arara. É utilizado sobre o peito com um pingente que pende sobre o dorso (também ornitofomo).
Braçadeiras - plumas alaranjadas de papo de tucano com uma representação bastante realista de flores.
Brincos, pulseiras e testeira - esta última é revestida internamente por uma fina camada de látex para aderir à pele - confeccionados com penas de saí.
TRIBO DOS KAYAPÓS

· A plumária Kayapó é extremamente variada. Possuem cocares, testeiras, diademas, braçadeiras, pulseiras, bandoleiras, ornamentos, dorsais e flechas.
· Existe uma variedade de ornamentos dentro de um mesmo grupo Kayapó. Os ornamentos variam em forma e tamanho, tornando possível a identificação dos diferentes subgrupos (escala social).
"...apesar de possuírem uma tradição artística comum, cada grupo evoluiu ao longo de orientações estéticas próprias sendo que a criatividade de um artesão anônimo levou a novas expressões artísticas." (VIDAL in "Arte plumária do Brasil", p. 32)

RITUAIS
· A plumária kayapó é usada nos rituais de iniciação masculina e nominação, no casamento e na paramentação dos mortos nos rituais funerários.
· A ornamentação plumária se relaciona com a vida cerimonial dos kayapós, enquanto no cotidiano o que prevalece como ornamentação do corpo são as pinturas.
· Os ornamentos possuem grande simbolismo para os kayapós. Por exemplo: para um sub-grupo kayapó (kayapó-xikrim) os objetos de plumária podem representar um olho, sendo as penas utilizadas em pestanas. Ou o sol, onde as penas representam os raios.

Conclusão:
Dos costumes indígenas, a arte ornamental (plumária e pintura corporal) é a mais prejudicada pelo contato com o homem branco. Os adornos plumários, hoje, são muito mais objetos confeccionados para venda ou troca com os visitantes das tribos do que para o próprio uso, como foram no passado. Ainda assim, apesar de deturpada, a produção de artefatos, que visa o comércio, ajuda na preservação dessa arte.
A produção desse "comércio para turismo" gerou uma tendência a priorizar a quantidade em detrimento da técnica e do seu conteúdo simbólico.

BIBLIOGRAFIA:

ARTE PLUMÁRIA NO BRASIL, 1980, Brasília: Fundação Pró-Memória, 1980. 78p. ( Catálogo de Exposição).

ARTE INDÍGENA



A arte da Pré-História brasileira

O Brasil possui valiosos sítios arqueológicos em seu território, embora nem sempre tenha sabido preservá‑los. Em Minas Gerais, por exemplo, na região que abrange os municípios de Lagoa Santa, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Matosinhos e Prudente de Moraes, existiram grutas que traziam, em suas pedras, sinais de uma cultura pré‑histórica no Brasil. Algumas dessas grutas, como a chamada Lapa Vermelha, foram destruídas por fábricas de cimento que se abasteceram do calcário existente em suas entranhas. Além dessas cavernas já destruídas, muitas outras encontram‑se seriamente ameaçadas.
Das grutas da região, a única protegida por tombamento do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) é a gruta chamada Cerca Grande. Ela é considerada importante monumento arqueológico por causa de suas pinturas rupestres e de fósseis descobertos em seu interior, indicadores de antigas culturas existentes em nosso país.

Naturalismo e Geometrismo: as duas faces da arte rupestre no Brasil

No sudeste do Estado do Piauí, município de São Raimundo Nanato, há um importante sítio arqueológico onde, desde 1970, diversa pesquisadores vêm trabalhando.
Em 1978, uma missão franco‑brasileira coletou uma grande quantidade de dados e vestígios arqueológicos. Esses cientistas chegaram conclusões esclarecedoras a respeito de grupos humanos que habitaram a região por volta do ano 6 000 a.C., ou talvez numa época mais remata ainda. Segundo as pesquisas, os primeiros habitantes da área de São Raimundo Nonato ‑ provavelmente caçadores‑coletores, nômades e seminômades ‑ utilizavam as grutas da região como abrigos ocasionais A hipótese mais aceita, portanto, é a de que esses homens foram os autores das obras pintadas e gravadas nas grutas da região.
Os pesquisadores classificaram essas pinturas e gravuras em dois grandes grupos: obras com motivos naturalistas e obras com motivos geométricos. Entre as primeiras predominam as representações de figuras humanas que aparecem ora isoladas, ora participando de um grupo, em movimentadas cenas de caça, guerra e trabalhos coletivos. No grupo dos motivos naturalistas, encontram‑se também figuras de animais, cujas representações mais freqüentes são de veados, onças, pássaros diversos, peixes e insetos.
As figuras com motivos geométricos são muito variadas: apresestam linhas paralelas, grupos de pontos, círculos, círculos concêntrico, cruzes, espirais e triângulos.
A partir do estudo dos vestígios arqueológicos encontrados em São Raimundo Nonato, os estudiosos levantaram a hipótese da existência de um estilo artístico denominado Várzea Grande). Esse estilo tem como característica a utilização preferencial da cor vermelha, o predomínio dos motivos naturalistas, a representação de figuras antropomorfas e zoomorfas (com corpo totalmente preenchido e os membros desenhados com traços) e a abundância de representações animais e humanas de perfil. Nota‑se também a freqüente presença de cenas em que participam numerosas personagens, com temas variados e que expressam grande dinamismo.
As pesquisas científicas de antigas culturas que existiram no Brasil, a partir das descobertas realizadas no sudeste do Piauí, abrem uma perspectiva nova tanto para a historiografia como para a arte brasileiras. Esses fatos nos permitem ver mais claramente que a história de nosso país está ligada à história do mundo todo, e que as nossas raízes são muito mais profundas do que o limite inicial de uma data, no tão próximo século XV.


Na época do descobrimento, havia em nosso país cerca de 5 milhões de índios. Hoje, esse número caiu para aproximadamente 200 000. Mas essa brutal redução numérica não é o único fator a causar espanto nos pesquisadores de povos indígenas brasileiros. Assusta‑os também a verificação da constante ‑ e agora já acelerada ‑destruição das culturas que criaram, através dos séculos, objetos de uma beleza dinâmica e alegre.

Uma arte utilitária

A Primeira questão que se coloca em relação à arte indígena é defini­-la ou caracterizá‑la entre as muitas atividades realizadas pelos índios
Quando dizemos que um objeto indígena tem qualidades artísticas, podemos estar lidando com conceitos que são próprios da nossa civilização, mas estranhos ao índio. Para ele, o objeto precisa ser mais perfeito na sua execução do que sua utilidade exigiria. Nessa perfeição para além da finalidade é que se encontra a noção indígena de beleza. Desse modo, um arco cerimonial emplumado, dos Bororo, ou um escudo cerimonial, dos Desana podem ser considerados criações artísticas porque são objetos cuja beleza resulta de sua perfeita realização.
Outro aspecto importante a ressaltar: a arte indígena é mais representativa das tradições da comunidade em que está inserida do que da personalidade do indivíduo que a faz. É por isso que os estilos da pintura corporal, do trançado e da cerâmica variam significativamente de uma tribo para outra.

O período pré-cabralino: a fase Marajoara e a cultura Santarém

A Ilha de Marajó foi habitada por vários povos desde, provavelmente, 1100 a.C. De acordo com os progressos obtidos, esses povos foram divididos em cinco fases arqueológicas. A fase Marajoara é a quarta na seqüência da ocupação da ilha, mas é sem dúvida a que apresenta as criações mais interessantes.

A fase Marajoara

A produção mais característica desses povos foi a cerâmica, cuja modelagem era tipicamente antropomorfa. Ela pode ser dividida entre vasos de uso doméstico e vasos cerimoniais e funerários. Os primeiros são mais simples e geralmente não apresentam a superfície decorada. Já os vasos cerimoniais possuem uma decoração elaborada, resultante da pintura bicromática ou policromática de desenhos feitos com incisões na cerâmica e de desenhos em relevo.
Dentre os outros objetos da cerâmica marajoara, tais como bancos, colheres, apitos e adornos para orelhas e lábios, as estatuetas representando seres humanos despertam um interesse especial, porque levantam a questão da sua finalidade. Ou seja, os estudiosos discutem ainda se eram objetos de adorno ou se tinham alguma função cerimonial. Essas estatuetas, que podem ser decoradas ou não, reproduzem as formas humanas de maneira estilizada, pois não há preocupação com uma imitação fiel da realidade.
A fase Marajoara conheceu um lento mas constante declínio e, em torno de 1350, desapareceu, talvez expulsa ou absorvida por outros povos que chegaram à Ilha de Marajó.

Cultura Santarém

Não existem estudos dividindo em fases culturais os povos que ao longo do tempo habitaram a região próxima à junção do Rio Tapajós com o Amazonas, como foi feito em relação aos povos que ocuparam a Ilha de Marajó. Todos os vestígios culturais encontrados ali foram considerados como realização de um complexo cultural denominado "cultura Santarém".
A cerâmica santarena apresenta uma decoração bastante complexa, pois além da pintura e dos desenhos, as peças apresentam ornamentos em relevo com figuras de seres humanos ou animais.
Um dos recursos ornamentais da cerâmica santarena que mais chama a atenção é a presença de cariátides, isto é, figuras humanas que apóiam a parte superior de um vaso
Além de vasos, a cultura Santarém produziu ainda cachimbos, cuja decoração por vezes já sugere a influência dos primeiros colonizadores europeus, e estatuetas de formas variadas. Diferentemente das estatuetas marajoaras, as da cultura Santarém apresentam maior realismo, pois reproduzem mais fielmente os seres humanos ou animais que representam.
A cerâmica santarena refinadamente decorada com elementos em relevo perdurou até a chegada dos colonizadores portugueses. Mas, por volta do século XVII, os povos que a realizavam foram perdendo suas peculiaridades culturais e sua produção acabou por desaparecer.

As culturas indígenas

Apesar de terem existido muitas e diferentes tribos, é possível identificar ainda hoje duas modalidades gerais de culturas indígenas: a dos silvícolas, que vivem nas áreas florestais, e a dos campineiros, que vivem nos cerrados e nas savanas.
Os silvícolas têm uma agricultura desenvolvida e diversificada que, associada às atividades de caça e pesca, proporciona‑lhes uma moradia fixa. Suas atividades de produção de objetos para uso da tribo também são diversificadas e entre elas estão a cerâmica, a tecelagem e o trançado de cestos e balaios.
Já os campineiros têm uma cultura menos complexa e uma agricultura menos variada que a dos silvícolas. Seus artefatos tribais são menos diversificados, mas as esteiras e os cestos que produzem estão entre os mais cuidadosamente trançados pelos indígenas.
É preciso não esquecer que tanto um grupo quanto outro conta com uma ampla variedade de elementos naturais para realizar seus objetos: madeiras, caroços, fibras, palmas, palhas, cipós, sementes, cocos, resinas, couros, ossos, dentes, conchas, garras e belíssimas plumas das mais diversas aves. Evidentemente, com um material tão variado, as possibilidades de criação são muito amplas, como por exemplo, os barcos e os remos dos Karajá, os objetos trançados dos Baniwa , as estacas de cavar e as pás de virar beiju dos índios xinguanos.
A tendência indígena de fazer objetos bonitos para usar na vida tribal pode ser apreciada principalmente na cerâmica, no trançado e na tecelagem. Mas ao lado dessa produção de artefatos úteis, há dois aspectos da arte índia que despertam um interesse especial. Trata‑se da arte plumária e da pintura corporal, que veremos mais adiante.
A arfe do trançado e da tecelagem
A partir de uma matéria‑prima abundante, como folhas, palmas, cipós, talas e fibras, os índios produzem uma grande variedade de pe, cestos, abanos e redes .Da arte de trançar e tecer, Darcy Ribeiro destaca especialmente algumas realizações indígenas como as vestimentas e as máscaras de entrecasca, feitas pelos Tukuna e primorosamente pintadas; as admiráveis redes ou maqueiras de fibra de tucum do Rio Negro; as belíssimas vestes de algodão dos Paresi que também, lamentavelmente, só se podem ver nos museus.

Cerâmica

As peças de cerâmica que se conservaram testemunham muitos costumes dos diferentes povos índios e uma linguagem artística que ainda nos impressiona. São assim, por exemplo, as urnas funerárias lavradas e pintadas de Marajó, a cerâmica decorada com desenhos impressos por incisão dos Kadiwéu, as panelas zoomórficas dos Waurá e as bonecas de cerâmica dos Karajá.

Plumária

Esta é uma arte muito especial porque não está associada a nenhum fim utilitário, mas apenas à pura busca da beleza.
Existem dois grandes estilos na criação das peças de plumas dos índios brasileiros. As tribos dos cerrados fazem trabalhos majestosos e grandes, como os diademas dos índios Bororo ou os adornos de corpo, dos Kayapó.
As tribos silvícolas como a dos Munduruku e dos Kaapor fazem peças mais delicadas, sobre faixas de tecidos de algodão. Aqui, a maior preocupação é com o colorido e a combinação dos matizes. As penas geralmente são sobrepostas em camadas, como nas asas dos pássaros.Esse trabalho exige uma cuidadosa execução
Máscaras
Para os índios, as máscaras têm um caráter duplo: ao mesmo tempo que são um artefato produzido por um homem comum, são a figura viva do ser sobrenatural que representam Elas são feitas com troncos de árvores, cabaças e palhas de buriti e são usadas geralmente em danças cerimoniais, como, por exemplo, na dança do Aruanã, entre os Karajá, quando representam heróis que mantêm a ordem do mundo.

A pintura corporal

As cores mais usadas pelos índios para pintar seus corpos são o vermelho muito vivo do urucum, o negro esverdeado da tintura do suco do jenipapo e o branco da tabatinga. A escolha dessas cores é importante, porque o gosto pela pintura corporal está associado ao esforço de transmitir ao corpo a alegria contida nas cores vivas e intensas.
São os Kadiwéu que apresentam uma pintura corporal mais elaborada Os primeiros registros dessa pintura datam de 1560, pois ela impressionou fortemente o colonizados e os viajantes europeus. Mais tarde foi analisada também por vários estudiosos, entre os quais Lévi‑Strauss, antropólogo francês que esteve entre os índios brasileiros em 1935.
De acordo com Lévi‑Strauss, "as pinturas do rosto conferem, de início, ao indivíduo, sua dignidade de ser humano; elas operam a passagem da natureza à cultura, do animal estúpido ao homem civilizado. Em seguida, diferentes quanto ao estilo e à composição segundo as castas, elas exprimem, numa sociedade complexa, a hierarquia dos status. Elas possuem assim uma função sociológica."
Os desenhos dos Kadiwéu são geométricos, complexos e revelam um equilíbrio e uma beleza que impressionam o observador. Além do corpo, que é o suporte próprio da pintura Kadiwéu, os seus desenhos aparecem também em couros, esteiras e abanos, o que faz com que seus objetos domésticos sejam inconfundíveis.

Fonte de pesquisa :História da ArteProença, Graça

domingo, 13 de dezembro de 2009

Um cotidiano de imagem


Um cotidiano de imagens

No século XXI, a leitura e a interpretação de informações visuais são conteúdos que precisam ser trabalhados desde a Educação Infantil


Pela manhã, ao se arrumar para ir à escola, o jovem coloca a roupa, escolhendo, entre as diversas opções, a camiseta mais transada. A garota põe no cabelo várias presilhas coloridas, enche-se de bijuterias e pega sua mochila com bordados aplicados e chaveiros pendurados, onde guarda os cadernos com capas multicoloridas. No caminho, ambos passam por outdoors, carros de diversos modelos, construções de estilos variados... Nos momentos de lazer, crianças e adolescentes interagem com imagens em videogames e no computador, absorvem de maneira quase transcendental o que passa nas telas da televisão e do cinema, navegam diariamente na internet cheia de signos visuais. Nos livros, nas revistas e no celular... figuras, formas e cores desfilam à sua frente.

As imagens, estáticas ou em movimento, chamam a atenção, seduzem, hipnotizam e convencem os que as observam com inocência. Vivendo na era da visualidade, os alunos são capturados por elas, mas será que eles analisam, interpretam e são críticos em relação a elas? Conseguem apreciá-las como um produto da cultura contemporânea? E ao produzir as próprias peças visuais, será que as enxergam como uma maneira de se expressar? As respostas para essas perguntas nem sempre são positivas. Torna-se necessário, então, conhecer uma nova gramática: a que leva a criança a aprender a ler e a interpretar o código visual usado nas artes, nas manifestações populares e na mídia, assim como o que ensina a ler e a escrever palavras. Nesse sentido, as artes visuais voltam a ocupar um lugar importante no currículo escolar, sendo vistas como uma parte do conhecimento construído pelo homem desde sempre. Em sala de aula, o principal objetivo é articular criação, imaginação e produção com a percepção dos próprios trabalhos e a análise de obras, assim como garantir acesso à produção artística e estética da humanidade. Ao fazer um desenho ou pintura, dar forma a um material bruto, captar imagens com uma câmera fotográfica ou de vídeo e criar animações no computador, o artista expressa sua experiência de vida e sintetiza sentimentos, ansiedades e expectativas da época em que vive, unindo conhecimentos e técnicas a um estilo pessoal. Quem aprecia e analisa as produções se emociona, estabelece ligações da obra com sua vida e se relaciona com ela de modo único, já que em Arte não existe certo ou errado: ela permite as mais diversas interpretações e os mais diferentes sentimentos, dependendo de quem a vê. A Arte convida para uma leitura do mundo e do ser humano, da própria vida. Ao garantir a presença constante das artes visuais no cotidiano dos estudantes, você os leva a superar aquele olhar "naturalizado" tão com

um nos dias de hoje, aquele que não interroga o que vê.


"A grandeza da verdadeira Arte consiste em captar, fixar e revelarnos a realidade longe da qual vivemos, da qual nos afastamos cada vez mais à medida que aumentam a espessura e a impermeabilidade das noções convencionais que se lhe substituem, esta realidade que corremos o risco de morrer sem conhecer: a nossa própria vida"

Marcel Proust (18711922), escritor francês


Na escola Educação Infantil


Na creche e na pré-escola, a criança precisa ser orientada a:

• Manipular diferentes materiais, explorando as diversas possibilidades de uso.

• Utilizar materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies.

• Interessar-se pela própria produção, pela dos colegas e de artistas regionais, nacionais e internacionais.

• Produzir desenhos, pintura, modelagem, colagem e construção, desenvolvendo o gosto pelo processo de produção e criação.


Ensino Fundamental


O aluno de 1a a 8a série precisa aprender a:

• Atribuir sentido às manifestações visuais do meio em que está inserido.

• Compreender a imagem como elemento constitutivo da cultura contemporânea.

• Conviver com produções visuais e suas concepções estéticas, assim como valorizar e respeitá-las.

• Identificar os significados das formas visuais, as técnicas e os procedimentos artísticos das obras.

• Observar, estudar e compreender diferentes produções.

• Fazer registros visuais expressando idéias, emoções e sensações por meio da poética pessoal em trabalhos individuais e em grupo.

• Saber utilizar fontes de pesquisa no mundo das artes. • Interagir com vários materiais, sabendo usá-los nas diversas experimentações.

• Produzir desenhos, pinturas, colagens, gravuras, construções, esculturas, instalações, fotografias, filmes, vídeos, meios eletrônicos, design, artes gráficas e outros em diversos espaços. • Apreciar as formas visuais presentes nos trabalhos dos colegas e dos artistas em geral.

• Conhecer e ler as diversas imagens fotográficas, cinematográficas, impressas, televisivas e digitais.

• Descobrir, observar e criticar elementos e formas visuais na configuração do meio ambiente construído.

Fonte: Parâmetros Curriculares Nacionais
Quer saber mais?
Bibliografia

• Arte ao Redor do Mundo (quatro volumes), Antony Mason, 48 págs. cada, Ed. Callis, tel. (11) 30685600, 23 reais cada volume

• Arte Brasileira (cinco volumes), Percival Tirapeli, 80 págs., Cia. Ed. Nacional, tel. (11) 60997799, 23 reais cada volume

• Arte Brasileira para Crianças, Marilyn Diggs Mange, 80 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 32598836, 24,50 reais

• Arte e Sociedade no Brasil (três volumes), Aracy Amaral e André Toral, 48, 56 e 48 págs., Ed. Callis, 23 reais cada volume

• Como Usar o Cinema na Sala de Aula, Marcos Napolitano, 249 págs., Ed. Contexto, tel. (11) 38325838, 35 reais

• Conexões! Arte, Caroline Grimshaw, 32 págs., Ed. Callis, 15 reais • Cultura Visual, Mudança Educativa e Projeto de Trabalho, Fernando Hernandez, 262 págs., Ed. Artmed, tel. 08007033444, 44 reais

• Descobrindo a História da Arte, Graça Proença, 248 págs., Ed. Ática, tel. 0800115152, 54,90 reais

• Didática do Ensino de Arte – A Língua do Mundo, Mirian Celeste Martins e outros, 197 págs., Ed. FTD, tel. (11) 32535011, 61,70 reais

• Explicando a Arte: Uma Iniciação para Entender e Apreciar as Artes Visuais, Jô Oliveira, 152 págs., Ed. Ediouro, tel. (21) 38828416, 54 reais

• Inquietações e Mudanças no Ensino de Arte, Ana Mae Barbosa (org.), 184 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 38737111, 24 reais

• O Livro de Arte Para Criança, Amanda Renshaw (org.), 80 págs., Ed. Artmed, 68 reais

• O Que É Fotografia (Col. Primeiros Passos), Claudio Kubrusly, 110 págs., Ed. Brasiliense, tel. (11) 61981488, 16 reais

• O Que É Graffiti (Col. Primeiros Passos), Celso Gitahy, 86 págs. Ed. Brasiliense, 16 reais

• Para Gostar de Aprender Arte – Sala de Aula e Formação de Professores, Rosa Iavelberg, 128 págs., Ed. Artmed, 36 reais

• Pequena Viagem pelo Mundo da Arquitetura, Hildegard Feist, 88 págs., Ed. Moderna, tel. 0800172002, 36,50 reais

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