sábado, 24 de setembro de 2011

O Cangaço e suas possibilidades estéticas para inovar as aulas de arte



A estética do Cangaço é uma fonte de inspiração inesgotável,que pode ser retroalimentada através da percepção de meios que nos permitem viajar no tempo e no espaço, vamos tirar proveito da novela "Cordel Encantado "(2011) e do filme "Lampião O Rei do Cangaço" (1964), certamente estas obras podem funcionar como um bom estímulo para desdobramentos em nossa disciplina , possibilitando diálogos interdisciplinares.
Vale ressaltar que Virgulino Ferreira, o Lampião, entrou para a história do Brasil como o rei do cangaço: um homem forte e violento. Mas o novo livro do historiador Frederico Pernambucano de Melo, intitulado "Estrelas de Couro: a Estética do Cangaço", revela um lado pouco conhecido de lampião. O cangaceiro gostava de bordar e de fazer tricô.Outra obra que pode contribuir para enriquecimento do trabalho com esse tema.Bons desdobramentos !!!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A ARTE FOTOGRÁFICA DO HOLANDÊS RUUD VAN EMPEL CHEGA AO BRASIL

















Biografia
Ruud Van Empel nasceu na cidade de Breda em 1958, holandês que vive e mora em Amsterdã , formado em Belas Artes, estudou na academia de artes plásticas de Sint Joost, em sua cidade natal, entre 1976 a 1981. Ele já atuou como designer, cenógrafo de teatro, diretor de arte de televisão e em diversas produções cinematográficas e mais.
Sua poética consiste em por meio de softwares de manipulação e criação de imagens, ele situa pessoas, especialmente crianças negras, em ambientes naturais ou criados pelo homem. A cada elemento agrega muitos detalhes revisitando, deste modo, a escola do Hiper-realismo, seguindo aí uma tendência que pode ser observada na produção inglesa atual. Com estes trabalhos ele abre, sem dúvida, um nicho de produção e criação a partir do emprego destes softwares.
As suas crianças negras carregam o olhar de descobrimento, curiosidade e ingenuidade.Uma aura de pureza antes só relacionada à criança branca, principalmente, as louras, devido ao surgimento desta pinturas no século XVIII na Europa.
O trabalho de Ruud ganhou uma exposição especial aqui no Brasil, durante o São Paulo Fashion Week Verão 2012, com abertura na segunda-feira 13.06 . As obras estarão disponíveis para visitação de quem estiver na Bienal até o fim da temporada de moda paulistana, que encerra no dia 18 de junho.
Van Empel trabalha com fotografias que mais parecem desenho e tem todo um processo especial e detalhista de produção: primeiro, ele fotografa os modelos em seu estúdio e depois une essas imagens à fotografias de ambientes externos, como paisagens, plantas e animais. As roupas também são fotografadas separadamente, em manequins. A montagem é feita por meio digital e a composição final parece uma ilustração em alta definição.
De cores e contrastes fortes, o trabalho de Van Empel muitas vezes tem crianças como personagens principais, geralmente enquadradas em ambientes cheios de informação, criando imagens ao mesmo tempo instigantes e etéreas.
Rudolph Franciscus Maria van Empel graduado Cum Laude da Academie St. Joost, Breda (1976-1981) como um designer gráfico . Tendo trabalhado brevemente como um designer, ele dedicou a sua atenção para fazer fitas de vídeo livre e encenado da fotografia . A partir de meados dos anos oitenta em diante ele foi como um designer criativo de decoração teatro e foi diretor artístico da televisão e várias produções cinematográficas.Ele também produziu cartazes para filmes, programas culturais e organizações.
Em meados dos anos noventa, ele decidiu desenvolver-se ainda mais como artista visual. Sua primeira foto da série The Office têm direito (1995-2001), Estudo para a Mulher (1999-2002) e Study in Green (2003). Ele apresentou sua primeira exposição individual no Museu Groninger em 1999 sob o título de Waterpas Optisch recht? (Nível ou opticamente reta?)
Seu sucesso internacional veio com sua série de trabalhos intitulada World, Lua, Vênus (2005-2008). Estes foram os primeiros exibiu na exposição Retratando Eden, compilado por Deborah Klochko, na George Eastman House . Muitas exposições seguidas e o Sir Elton John coleção de fotos é apenas uma das muitas coleções que agora contêm exemplares de seus trabalhos.
Método de trabalho Van Empel é um problema complexo. Ele fotografias 4 ou 5 modelos profissionais em seu estúdio e leva muitas fotografias detalhadas das folhas, flores, plantas e animais. As fotos modelos são misturados com estas imagens utilizando o programa Photoshop e com a roupa fotografada separadamente em um manequim de alfaiate. Desta forma, ele cria novas imagens, principalmente de crianças, em preto e branco, situado num paradisíaco ambiente.
Conheça sua obra e se encante – alguns dos trabalhos de Van Empel na nossa galeria.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Arte Cemiterial ou Tumular

Cemitério Du Père Lachaise em Paris



Cemitério De La Recoleta em Bueno Aires

Cemitério Campo Santo em Salvador



Cemitérios são lugares fascinantes,repletos de curiosidades, símbolos, obras de arte e mistérios. O lugar escolhido para o repouso eterno de entes queridos pode ser também uma ilha de silêncio e paz, onde se pode repensar a vida, e caminhar por dentro de si mesmo. A arte cemiterial ou tumular como prefir chamar, possui peculiaridades que convidam a uma análise minuciosa, desprovida de preconceitos.Arte tumular ou arte funerária é um termo usado para designar obras feitas para permanecerem em cima das sepulturas nos cemitérios e igrejas. É uma forma de representação que está ligada à cosmovisão de determinado contexto histórico, ideológico, social e econômico, interpretando a vida e a morte. Essa interpretação pode ser feita através de um conjunto de símbolos ou de uma obra narrativa, utilizando-se materiais variados como o mármore, o granito, o ferro fundido e o bronze.
A arte tumular atingiu seu apogeu nos séculos XVIII e XIX, sendo hoje menos utilizada em virtude do avanço do cemitério-jardim.

Simbologia




No caso dos símbolos, a representação remete a um significado diferente do objeto construído e colocado no túmulo, como, por exemplo, uma tocha com fogo, que remete à purificação da alma após a morte, ou seja, a tocha tem seu significado real transformado em um símbolo de purificação.
Com relação à obra narrativa o significado dos objetos construídos é literal e não metafórico, como no caso de muitos imigrantes que têm suas epopéias narradas desde a partida da terra natal com o navio até o final da vida como industrial no Brasil.

Nessas duas formas de representações podemos distinguir duas linhas: a nobreza e a burguesia industrial; a primeira utilizava mais o símbolo aliado a seus brasões e a segunda tinha a necessidade de demonstrar a sua importância através da suntuosidade.

* Material: Antigamente era usado o mármore de Carrara. Cada vez mais raro, passou a ser substituído pelo mármore comum, granito ou bronze.

* Pietá: A escultura de Maria com Jesus recem crucificado nos braços representa o desejo de que a alma seja bem recebida.

* Anjo que aponta: Quando a mão indica o céu, significa que o falecido era considerada uma pessoa boa e espera-se que ela vá direto para o paraíso.

* Anjo pensativo: Quando o anjo está pensativo, com a mão no queixo, significa que está refletindo sobre a vida do falecido e não existe certeza sobre a absolvição de seus atos em vida.

* Guirlanda: Simboliza o triunfo da vida sobre a morte.

* Pata do felino: Patas esculpidas nas quinas, são usadas para lembrar que o falecido era o responsável pelo sustento da família.

* Coluna partida: Representa o túmulo do último membro de uma família tradicional.

* Escada: Intervalada em dregaus finos e largos, representa a vida de altos e baixos que o morto teve.
Embora os símbolos usados na arte tumular sejam, muitas vezes, comuns a outras artes, essa simbologia utilizada nos túmulos só pode ser interpretada correctamente tendo em conta a época e o contexto social e cultural em que foram utilizados, pelo que, qualquer chave de interpretação pré-definida, pode redundar em conclusões erradas. Assim, nos túmulos erguidos nos cemitérios portugueses durante o Romantismo, os símbolos mais utilizados foram determinadas flores e coroas vegetalistas, figuras alegóricas (nomeadamente as que representavam virtudes cristãs), certos animais (como o cão, para demonstrar fidelidade), a cruz (como símbolo da fé cristã), tochas invertidas, ampulhetas e génios da morte (inspirados nos túmulos da Antiguidade Clássica), anjos (de diversos tipos), entre muitos outros.


Que tal um tour pelo cemitério mais importante do mundo " Cemetiere Du Pére La Chaise " http://www.pere-lachaise.com/perelachaise.php?lang=en

terça-feira, 1 de março de 2011

Papel ganha vida nas mãos da artista Su Blackwell











Esculpidas, Cortadas, trituradas as páginas dos livros ganham vida e configuram cenas de magia, contos de fadas, nos presenteando com sonhos.


Conheça um pouco do trabalho da artista plástica Su Blackwell, que cria suas obras de arte a partir de livros ou caixas de madeira. No caso dos livros, Su primeiro os lê para inspirar e na sequência usando navalha e cola constrói miniaturas cheias de detalhes relacionadas a história do livro.




O que fazer com aqueles livros que há muito tempo estão encalhados na sua casa, desatualizados demais para serem doados para alguém ou para alguma biblioteca?

Aí vai uma idéia! Por que não reciclá-los de uma forma diferente, produzindo obras de arte? Parece estranho, mas a artista e diretora de arte Su Blackwell mostra que isso é possível, para aqueles que tem paciência e muita criatividade .

A Arte de Su Blackwell e Jum Nakao : Esculturas em recortes de papel

A artista Su Blackwell

coleção costura do invisível do artista Jum Nakao

coleção costura do invisível do artista Jum Nakao




coleção costura do invisível do artista Jum Nakao















Navegando na internet, tive o prazer de conhecer e contemplar a poética da diretora de arte e artista plástico Londrina Su Blackwell, um trabalho engenhoso e delicado feito com recortes de papel e livros antigos, ao observar seu trabalho pude lembrar do desfile apresentado pelo artista plástico e estilista Jum Nakao , fez também o figurino de papel da minisérie hoje é dia de Maria na TV Globo.Ambos os artistas tem em comum em suas poéticas o trabalho escultórico em papel traduzindo novas possibilidades de uso do material .

As vezes uma simples folha de papel, é um belo pretexto para o artista dar vazão às mais elaboradas e inspiradas fantasias...

sábado, 2 de outubro de 2010

A estética do Cangaço : vestuário de Lampião



Há 100 anos nascia Lampião, o "rei do cangaço". Esse "rei" assaltou, seqüestrou, torturou, assassinou. E foi assim, como um sádico fora-da-lei, que ele se tornou um ídolo popular. Por trás de sua face bárbara, o cangaceiro Lampião escondia um sensível dândi, devotado às questões estéticas e culturais de seu tempo (início do século) e espaço (agreste nordestino).

1. Chapéu - inspirado no modelo francês adotado pelo imperador Napoleão Bonaparte, de quem Lampião leu a biografia.
2. Lenços - de tafetá francês ou seda pura inglesa; geralmente estampados e coloridos, quebravam a monotonia do tom ocre da roupa.
3. Brincos - ao contrário de outros sertanejos, os cangaceiros usavam brincos e outras jóias.
4. Casaco - desenhado e costurado em algodão ou couro por Lampião, que carregava uma máquina de costura Singer para todos os seus acampamentos; tem também inspirações medievais.
5. Perfume - os cangaceiros costumavam ser reconhecidos pelo cheiro excessivo de perfume, inclusive pelas volantes; Lampião preferia o "Fleur d'Amour", considerado um dos melhores perfumes franceses entre os anos 20 e 40.
6. Calça - o modelo mais usado era com culote e cintura bem alta; usavam até três no inverno devido ao frio à noite.
7. Cabelo - longo. Lampião deixou de cortar os cabelos como promessa, após a morte do irmão, sendo seguido pelos outros cangaceiros; às vezes, eles penduravam anéis no cabelo, depois de lotados todos os dedos das mãos.
8. Arma - como outros adereços, era cravejada de moedas de ouro, influência da marchetaria árabe no sertão nordestino; segundo o historiador Gilberto Freyre, os árabes são uma "eminência parda" na cultura nordestina.
9. Alpargatas - enfeitadas com desenhos costurados; tinham uma lingueta para proteger os dedos
10. Saia - sempre acima do joelho, desrespeitando a convenção da saia rendada até o tornozelo.
11. Anéis - mulheres e homens usavam até três anéis por dedo.
12. Alpargatas - desenhadas e confeccionadas em couro por Dadá, mulher de Corisco, estilista do grupo.
13. Colares - também usados em abundância.

Aqui Da série: Nossos bandidos...
Site Oficial Lampião

Fonte: iar.unicamp. 1997

terça-feira, 27 de julho de 2010

Livro: As imagens que invadem as salas de aula


A obra discute sobre como o universo visual, ou seja, fotografias, filmes, propagandas, revistas, entre outros, produz o modo como crianças e adultos enxergam e atribuem valores e significados imagéticos e como construímos nossas representações sobre nós e sobre os infantis, através dos artefatos manuais que se fazem presentes todos os dias em nossa vida.

Além disso, a autora Luciana Borre Nunes traz experiências vividas na prática, fundamentadas nos estudos de cultura visual, realizadas com crianças nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

VISITE A EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL :BENIN ESTÁ VIVO AINDA LÁ - ANCESTRALIDADE E CONTEMPORANEIDADE