sábado, 9 de maio de 2009

Quem é Esther Mahlangu?

Abaixo, a pintura: "Sou Esther, esta é a minha casa" de 2007, as formas e cores são tradicionalmente usadas nas casas e roupas pelos membros da sua comunidade.Nascida em 1935, Esther Mahlangu foi descoberta por curadores do Museu Georges Pompidou, de Paris, onde teve seu trabalho exposto pela primeira vez em 1989. Conquistou a Europa com sua pintura colorida e logo caiu nas graças de gente como Andy Warhol, Alexander Calder e Frank Stella. Mais recentemente, a BMW encomendou um carro customizado com os motivos geométricos típicos dos Ndebele.
A sua arte é fortemente marcada pelo estilo original de sua tribo localizada na África do Sul, que emprega pinturas especiais nas paredes através de formas geométricas e multicoloridas, além de trajes confeccionados a partir de miçangas. Aqui no Brasil, os Ndebele já ficaram conhecidos através da revista MAG! África Pop (lançada em junho de 2006) e do estilista Alexandre Herchcovitch, que dedicou uma coleção inteira ao assunto através de releituras pop das estampas. Na ocasião, Herchcovitch firmou parceria com a Melissa e desenvolveu um modelo de sandália inspirado na tribo.
um pouco da vida de Esther Mahlangu , nascida em 1935, pertence à comunidade Ndebele de Gauteng, a norte de Pretoria. Os Ndebele, ao contrário de muitas outras tribos da África do Sul, conseguiram preservar as suas tradições ancestrais ao longo dos séculos.Apesar de ser uma sociedade patriarcal, a herança artística é passada de mães para filhas; ao chegar à puberdade, as jovens raparigas são retiradas da sociedade masculina durante três meses e são-lhes transmitidos os padrões tradicionais dos Ndebele — no século XIX esta tradição alargou-se dos têxteis às pinturas murais decorativas que são também executadas apenas pelas mulheres Ndebele.Esther Mahlangu é hoje uma figura central nesta tradição. Desenha de mão-livre, sem medições ou esboços utilizando tintas brilhantes que conferem aos seus trabalhos um vigor e colorido extraordinário. À primeira vista puramente abstractas, as composições são construídas com base num complexo sistema de sinais e símbolos.Mahlangu foi a primeira artista Ndebele a transpôr os murais para telas e levar as convenções do seu trabalho a um público mais vasto. Em 1989 Esther Mahlangu viajou até Paris para criar os murais da exposição "Magiciens de la Terre", e recebeu encomendas de trabalhos para museus e outros edifícios públicos como o Civic Theater de Johannesburgo, para a BMW, etc.Mahlangu levou a arte Ndebele a todo o mundo e afirma hoje:“A minha mãe e a minha avó ensinaram-me a pintar quando tinha apenas dez anos. A partir daí nunca mais parei. Sinto-me feliz quando pinto.”

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